Último dia de aula de cardiodance, e último dia que meu marido fica aqui. Amanhã cedo ele volta para o Rio, e eu vou ficar sem meu “parceiro de fome”.
É mais fácil romper o hábito de comer muito com companhia. Aqui no spa tem casais de marido e mulher, namorados, uma dupla de amigas, e uma simpática dupla de avó e neta. Os lugares nas mesas são trocados para que as pessoas se conheçam, interajam e se apóiem. As conversas são “monotemáticas”: A gente comenta a quantidade de comida de cada um (são três programas: 800, 1000 e 1200 calorias, então a comida é a mesma, mas as porções diferem), quem pediu arroz com feijão, e faz piadas sobre as montanhas de salada, a única coisa que podemos comer em quantidade liberada .
A grande preocupação de todo mundo é como organizar as refeições do dia a dia na volta para casa. Um “parceiro de fome” em casa é mais importante ainda. Não tem nada mais difícil do que encarar uma dieta com a família jogando contra. Em casa, vamos ser agora dois contra um: Minha filha de 18 anos recusa comida saudável, e não come uma verdura. Vamos mudando o cardápio aos poucos, diminuindo as quantidade, e vamos ver o que acontece com a nossa “comedora de estrogonofe”. Tem filho pequeno? Melhor começar cedo o hábito de comida saudável.
